Cacos de vidros vão me cortando todas as vezes que piso no chão para traçar o caminho que é meu. E me pego sagrando em todas as pegadas que sigo, quando sento para aliviar um pouco, encontro feridas em carne viva. Decido continuar caminhando mesmo em meio a toda essa aflição e chega o momento que ao olhar para trás não vejo mais pegadas de sangue pois a carne que existia e causava sacramento já foi deixado pelo caminho a quilômetros atrás e tudo que é possível encontrar agora são ossos que logo virará pó e mais nada.
sábado, 18 de maio de 2019
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Vazio Desconhecido
Carrego no meu peito toda a vida vazia, não pelo fato de não ter nada pra contar, mas por ter tanta coisa entalada na minha garganta que prefiro nem comentar. Mas prefiro carregar dentro de mim, aqui no meu peito as dores que mesmo machucando me fez levantar todas as manhãs sem me olhar no espelho. Sorriso nunca presenciei ao invés disso só lágrimas rolam pelo mesmo rosto até o meu queixo. Já não comemoro datas, pois não tenho motivos pra me lembrar que estou só existindo na terra, pois todos os lugares que eu pisei só encontrei dor. E o medo foi a minha companhia não podia ouvir um barulho que já logo me assustava e uma voz em meu ouvido dizia: você, não existe e se existe ninguém nunca notou. Sabe qual é a pior dor disso tudo e você nunca se esquecer e se encontrar no mesmo vazio onde tudo ruim
lhe aconteceu.
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